Conflito sírio completa dois anos com mais de 70 mil mortos

Os confrontos entre as forças do governo sírio e os opositores ao regime do presidente Bashar al-Assad completam dois anos nessa sexta-feira, 15 de março. A violência já matou pelo menos 70 mil pessoas e obrigou mais de um milhão a deixarem o país, segundo as Nações Unidas. França e Grã-Bretanha ameaçam enviar armas para ajudar os rebeldes, apesar do embargo da União Europeia. Os Estados Unidos apoiaram a decisão.

Mais de 70 mil mortos e um milhão de refugiados. Esse é o balanço do conflito armado na Síria, com completa dois anos nessa sexta-feira. Várias manifestações são previstas para marcar a data, enquanto a violência continua no país. A ONG Anistia Internacional denunciou em dois relatórios nessa quinta-feira a prática generalizada de crimes de guerra no território sírio, da parte do regime de Damasco, mas também dos grupos rebeldes. A entidade alerta para os casos de tortura, bombardeios visando civis e execuções sumárias e pediu a intervenção urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas e da Corte Penal Internacional para investigar as denúncias.

Dos 23 milhões de habitantes da Síria, mais de um milhão, a metade deles crianças, já cruzaram as fronteiras em busca de segurança desde o início do conflito e pelo menos um milhão de moradores deixaram suas casas e estão refugiados em outras cidades do país. “A Síria entrou na espiral de uma catástrofe absoluta”, declarou essa semana Antonio Guterres, chefe do Alto Comissariado para os Refugiados nas Nações Unidas. Líbano, Jordânia, Turquia e Iraque são os destinos mais procurados pelos sírios que fogem da violência, mas os países do norte da África e da Europa já começam a registrar os primeiros caso de refugiados.

Ajuda internacional

Parte da comunidade internacional tenta se mobilizar para uma possível ajuda armada aos rebeldes. Na quinta-feira, um dia antes do aniversário do início dos confrontos, a França cogitou enviar armas aos opositores ao regime do presidente Bashar al-Assad, apesar do embargo imposto pela União Europeia. A Grã-Bretanha também já havia se pronunciado sobre uma possível colaboração bélica na região.

A posição de Paris e de Londres recebeu imediatamente a adesão dos Estados Unidos. “Nós apoiaremos certamente todos os tipos de ajuda à oposição síria cogitadas publicamente pela França e pelo Reino Unido”, declarou a porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Victoria Nuland nessa quinta-feira. A diplomata frisou no entanto, que qualquer decisão deve ser tomada pela União Europeia, e evitou emitir uma posição sobre a possível ajuda com armas da parte dos Estados Unidos.

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