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Suas Críticas São Construtivas

ou você Critica apenas Por Maldade?

critica maldosa

É do conhecimento de alguns que convivem e participam de nosso trabalho de evangelização que há algum tempo eu entrei em contato com o escritor Julio Severo, pedindo-lhe permissão para utilizar alguns dos seus artigos do seu blog no meu, ele prontamente me respondeu enviando alguns dos seus livros em formato digital, dizendo a mim que eu poderia utilizar o que  fosse necessário, contato que citasse a fonte, e seu endereço na web. Por falta de tempo não utilizei muita coisa uma vez que na época minha intenção era alimentar o blog Por dentro dos acontecimentos, com noticias relevante para conhecimento geral. Hoje recebi do irmão Julio Severo um artigo da Psicóloga Dra. Marisa Lobo, onde ela tece comentários sobre “Críticas Maldosas”. Eu espero que todos os amigos que tem acompanhado nosso trabalho leia com atenção esta matéria, que não se prendam as partes que não concordam, mas que percebam a seriedade do assunto, pois muitas vezes somos nós mesmos que comentemos as faltas ali apontadas.

Com amor

Ir. Rosendo

 

Críticas maldosas

Dra. Marisa Lobo

Há tempos venho percebendo o quanto nosso povo tem se alfinetado nas redes sociais. Para algumas pessoas, criticar quem está no topo pode ser apenas uma forma de vingança, de uma incompetência pessoal e/ou ministerial.

Criticas construtivas são necessárias e muitas vezes por causa delas podemos melhorar muitas coisas que fazemos e/ou pensamos. Mas quando a critica é apenas destrutiva temos que nos preocupar, pois ela só conseguirá ferir e escandalizar. Assim, em nada contribuirá para o crescimento do evangelho.

Esse comportamento humano é muita preocupante, pois pode ser decorrente de pré-conceitos infundados, vindo de mentes negativas e pessimistas, que muitas vezes escondem um fanatismo religioso que em nada tem a ver com defesa do evangelho.

Críticas muitas vezes são projeções de nossos conteúdos, um mecanismo de defesa do ego, uma forma de realizar um desejo — que neste caso é o de ferir respaldado em uma pseudo obrigação que alguns acham que têm de defender a qualquer custo o evangelho, mesmo que seja ferindo seu irmão.

Como defesa, alguns criticam quando na verdade gostariam de estar fazendo exatamente o que a outra pessoa faz e ou ter a coragem e oportunidade de estar nesta situação onde o outro é destaque.

Críticas muitas vezes são conteúdos projetados no outro, por ciúmes, inveja sentimentos de frustração, medo, complexos e elas sempre vêm acompanhadas de uma explicação deturpada da realidade com pré-conceito e a prova dessa verdade é que muitas vezes são destrutivas. Quem critica, não se importa em como o outro se sentirá, achando que tem o direito de ferir o outro e, pior ainda, usando como respaldo os ensinamentos de Cristo.

Observei como psicóloga algumas críticas em nosso meio feita por nós mesmos e percebi que muitas são desonestas, falaciosas e apenas para polemizar. Algumas até tem boas intensões, mas se perdem no ideal e na forma.

Minha mente voltou ao primeiro século da era cristã, e por uns minutos fiquei imaginando o quanto Cristo deve ter mexido com o fanatismo religioso daquela época, com o senso critico. Por esse motivo, O crucificaram. Quem era Cristo para ousar ferir a tradição judaica e a religiosidade tão enraizada? Imagino hoje Jesus dizendo “Pai perdoe, eles não entenderam nada”.

Medo do novo

O sucesso do outro nos afronta, mas somente quando não estamos seguros do que nossa fé representa para o mundo e para nós mesmos. Se conhecêssemos a Cristo como falamos, não criticaríamos tanto nossos irmãos por diferenças de gosto, opiniões e ministérios.

O desejo de se importar com o que está acontecendo na vida do outro, de se meter na vida do outro, de maliciar, de interpretar de forma negativa tudo que o outro faz, ou pelo menos de quem está na mídia, já está se tornando um caso de saúde mental. Isso é muito preocupante.

Há coisas que até podemos discutir, como letra de música, estilo ministerial, mas nunca com crítica destrutiva e sempre a título de discussão de aprendizado e conhecimento, respeitando as opiniões e atitudes do outro. Até mesmo nós, que estamos levantando o fato, podemos diante das opiniões diversas, mudar nossa maneira de pensar .

Há coisas entre nós que é questão fechada como princípios de fé (Jesus Salvador, aceitar Jesus, santa ceia, mandamentos, trindade, Bíblia Sagrada, etc) e temos que lutar por eles, mas outras coisa têm relação com estilo, modo de ser, gosto pessoal e não necessariamente ferem esses princípios fundamentais do evangelho. Contudo, podem sim estar ferindo o seu orgulho, sua frustração, desencadeando em você sentimentos de inveja, raiva e com isso sim temos que ter auto critica, ou seja, sermos críticos e analisar com intuito de mudar nós mesmos.

Vou usar de exemplo Ana Paula Valadão.

Nas últimas semanas ví mais de 4 críticas publicadas em sites contra a Ana Paula Valadão que em minha opinião foram extremamente infantis. Devido às polêmicas, resolvi ver do que se trata e confesso, fiquei assustada com a maldade de alguns crentes, com o prazer e o ódio destilado em muitos comentários.

Minha pergunta enquanto psicóloga é :

* Como você se sente em criticar tudo que Ana Paula e/ou outra pessoa que está em evidência?

* Criticá-la vai tornar sua vida com Deus melhor?

* Você se sentirá mais feliz, vingada(o)?

* Acredita que o evangelho lucrará com suas críticas?

* As pessoas que viram suas criticas foram edificadas?

* Se a pessoa em questão ficar sabendo que você a criticou, vai se sentir feliz?

* O que mais afeta você neste caso: a defesa do evangelho ou o fato dessas pessoas estarem em evidência profissionalmente e ministerialmente?

* A vida, os exemplos dessa pessoa (vítima das criticas), sua história com Deus, suas lutas e vitórias, seus sacrífícios, fazem diferença na hora de postar sua crítica destrutiva?

* Quando faz suas críticas consegue avaliar que pode estar ofendendo e sendo injusto?

Essas perguntas podem nos levar à reflexão do real motivo de nossas críticas. Estes dias coloquei para discussão em meu Facebook, a letra de uma música e me assustei com os comentários maldosos destinados à cantora. Esse não era o foco, ou seja, quem critica não tem senso crítico. Isso é grave.

O nosso povo “pira” demais, fantasia, demoniza tudo e não se preocupa em ferir, como se a pessoa em questão não tivesse sentimentos. Eu mesma tenho sido muito criticada por líderes que se assustam com minha ousadia. Como vim do mundão mesmo e sou muito atacada pelo mundo, me fecho para não me ferir mais, porém confesso, por diversas vezes quis abandonar minha luta por comentários maldosos de alguns crentes e pela falta de sensibilidade quanto à luta que travamos.

Parece que para alguns, até o sofrimento de alguém quando fica em evidência, fere o ego.

Para encerrar, gostaria de dizer que pastor e pastora gordinhos deveriam sim fazer regime, pois sua vida é preciosa demais para o Reino e a gordura faz mal para saúde, causa infartos, diabete, inúmeras doenças cardiovasculares que podem levar a morte, é fato. Controlar o apetite, ter uma alimentação saudável e se exercitar é muito saudável para todos. Essa é e a verdade que deveria ser incentivada.

Importante: o gesto da família Valadão não é do demônio, nem dos Illuminati! Nem tudo é demônio, mas desrespeitar a família ou a unção das pessoas e ridicularizá-las por uma frase apenas é muita maldade e fanatismo religioso. Não condiz com um cristão e, pasmem, não é isso que vai levá-lo para o céu. Nada de farisaísmos.

Críticas destrutivas podem apenas ser projeções de nossos complexos de inferioridade ou inveja contida, desejo de estar no lugar do outro e/ou ter a coragem que ele (a) tem. Pode representar sua incapacidade de gerir sucesso alheio.

Temos que juntar nossas forças e energias para criticar as forças do mundo que tanto têm afrontado a família de Deus e não perdermos tempos em criticar a nós mesmos. Faça isso em silêncio ou pessoalmente, é mais honesto e digno. Aí sim é construtivo.

Somente o avanço da maldade humana é capaz de negligenciar toda uma vida reta com Deus, por causa de um gesto e ou de uma fala.

Fonte: GospelMais

Divulgação: www.juliosevero.com

 

palavras que machucam

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3 Comments  - Clique aqui para comentar!

  • Muitas vezes, as pessoas tem a necessidade de falar, sem se preocupar se: o que foi dito tem algo de proveitoso; irá influenciar atitudes negativas de outros; irá ferir conceitos ou invadirá o espaço pessoal de outros.

    Comentário feito por Celmo — 14 de fevereiro de 2013 @ 18:01

  • Na verdade a intensão da Dra. Marisa Lobo é muito boa, partindo de experiências que ela mesmo tem vivenciado e presenciado. Como ela mesmo afirma “as vezes me fecho para não me ferir mais”. Geralmente é assim que as coisas são conduzidas por pessoas prudentes e sensatas.
    Quando a colega expressa sua posição em dizer:
    “Quem critica, NÃO SE IMPORTA EM COMO O OUTRO SE SENTIRÁ[…]” Isso é um pouco controverso, pois quem critica sabe muito bem o que faz e o alvo ao qual quer atingir. Se IMPORTA além do que pensamos, Pois em toda ação há uma intensão e por favor não sejamos ingênuos, principalmente os cristãos, que possuem o ato constante de discernir tudo e todos. O texto é muito bom para uma criteriosa analise das partes, porém o que penso ao tema, é que nós como cristãos genuínos nada temos a nos envolver com tais questões. Juntar forças e energias pra confrontar quem nos confronta é o mesmo que dizer a Jesus em seus dias na terra, que ele sabendo quem era Judas poderia tomar partido o acusando, desmascarando e brigando, e assim não cumprindo sua missão. O mundo não é um jardim de flores, mas um campo de batalha, não contra a carne e o sangue. Creio que temos coisas na vida muito mais relevantes que nos preocuparmos com alguém que nos critica construtivamente ou não. É hora mais que tardia de despertamos nossas forças para coisas que realmente nos levarão a alcançar o céu. Deus vos abençoe.

    Comentário feito por Luciane Prado — 14 de fevereiro de 2013 @ 23:35

  • ou tb a crítica pode ser feita por não concordar com o algo e expor seu pensamento contrário, qq crítica tem que ter o argumento da contraposição…
    Tenho por pensamento, há anos, e por ter escutado a frase de meu filho com 8 anos mais ou menos na época, que para usar o nome de Cristo (ou evangelho) devo andar como Ele andou…devo ser como Ele foi….o pensar , o falar e o agir devem estar sintonizados, sincronizados….e ai não é criticar mas sim argumentar, sustentar suas convicções perante certo fatos….

    Comentário feito por ines godoy — 2 de abril de 2013 @ 5:15

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