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Em resposta a algumas perguntas sobre a Divindade

doutrina

PERGUNTA: A primeira criação foi os Anjos ou o Filho?

Resposta

 Mesmo que em algumas expressões se use o termo “Deus criou Seu Filho”, esta forma de falar não está correta. Por ter uma diferença enorme entre ser criado e gerado.  O Professor Lee Vayle em suas palestras doutrinárias nos mostra a diferença entre estes dois termos, e Deus gerou Seu Filho antes de qualquer ato criativo.

Muitos tem tropeçado com as palavras do profeta de Deus quando ele afirma que “a primeira coisa que Deus criou foi os anjos“, e com isto dizem que não existe um Filho vindo a existência antes disso. Se esquecem que os Anjos foram criados, mas O Filho de Deus não faz parte desta criação, porque Ele foi GERADO do Pai, não criado. O Filho para poder ser o agente da criação tinha que vir a existência antes de qualquer ato criativo, pois todas as coisas foram feitas através dele, como está registrado em João capitulo 1 e Hebreus capitulo 1.

Ninguém pode ser pai a menos que tenha gerado um filho, e Deus tornou-Se Pai ao gerar o Seu Filho Jesus.

“…se você não tem o seu entendimento básico que o irmão Branham ensinou, vá direto de volta a Deus, nada senão Deus, não um átomo, não um sopro de vento, nada. Ele disse: “Uma luz se forma”. Nada existe ali, do quê a luz se forma? A luz se formou de Deus. O que Deus estava fazendo? Gerando a Seu Filho: “Hoje Te gerei”. E lembre-se: ele também disse: “O primogênito dentre os mortos”.  Existe mais do que um gerado. Vê?  Então existe mais de um lugar onde existe o Logos. Existe mais de um lugar onde existe o chamado “Filho”. Existe mais de um lugar onde existe o chamado “o Pai”. Existe mais de um lugar onde o Pai e o Filho são uma completa unidade, uma dualidade: duas pessoas habitando em uma carne, que evidentemente Deus mesmo preparou para Jesus. E depois Isto diz: “Deus estava em Cristo reconciliando o mundo”. Deus estava em Cristo redimindo. No passado quando Deus estava em Cristo fazendo tudo aqui, como sabemos hoje…” – [ Lee Vayle – O Filho e o nascimento virginal § 43/44]

O inimigo fez um bom trabalho ao levar as pessoas a um entendimento tão longe da doutrina dos apóstolos, utilizando justamente a mensagem de restauração desta doutrina… Quando citamos as escrituras mostrando  como Jesus  falou e seus discípulos sobre Deus e Seu Filho, somos acusados de sermos “dualistas” infundindo assim na mente das pessoas uma ideia infame de que cremos em dois deuses!

Não há dois deuses. O que existe é um Deus que gerou um Filho e fora a diferença de ter sido gerado, o Filho é idêntico ao Pai, pois leva Consigo a Sua mesmíssima Palavra sendo totalmente submisso a Ela. E é exatamente nisto que todos os demais filhos de Deus se igualam ao Cordeiro e ao Pai, ao se identificarem com esta mesma Palavra.

o irmão Branham nunca foi um “só Jesus”, e disse: Jesus não pode ser seu próprio Pai. E; Jesus não pode ser seu próprio Pai, porque o Filho não gera a Si mesmo… Você é um filho, você gerou a si próprio? Não, você teve que ser gerado pelo pai. Assim é Cristo. Assim é Jesus Cristo. Ele teve que ser gerado. O irmão Branham estava consciente  sobre o que ele pregou quando ele disse na mensagem “Hebreus Sete – Parte Dois – par. 28”, Eu tenho ensinado sobre a Suprema Deidade. Eu tenho ensinado.

…eles foram direto para o trinitarianismo, depois por fim eles foram direto para o unicismo, e ambos estão errados! Há somente um Deus, e o Filho gerado, o Unigênito, o Filho, e então por tudo que eu sei, milhões, ou centenas de milhões de outros filhos que vieram por Adão, e até mesmo Jesus teve que vir por Adão segundo a carne, porque Sua mãe, o útero que Ele tomou emprestado, era da tribo de Judá, da mesma forma como o Seu pai que ficou com ela, embora Ele não tivesse nada a ver com ela. [Lee Vayle – Os dois Espíritos § 34]

Deus tinha de mostrar Seu Filho que estava por vir e preencher tudo o que estava se falando Dele. Por isso Jesus disse: “Abraão, vosso pai, regozijou-se por ver o meu dia”. Conseqüentemente, Jesus era aquele espírito de filiação, a manifestação do Logos de Deus e era para nascer no mundo como o único filho gerado de Deus para preencher os vários atributos de Deus que eram mostrados em cada um daqueles santos homens.

Antes que houvesse a matéria ou qualquer átomo, não havia tempo e nem espaço, somente a eternidade. Até que em um dado momento, da Sua própria substância, Deus, o Espírito amoroso, formou uma Luz que veio a ser uma parte de Si mesmo. Ela foi chamada de o Filho Unigênito por ter sido gerado em uma circunstância única quando nada ainda havia sido feito até então, justamente para que o Filho se tornasse o agente da criação de Deus. Por meio do Filho todas as coisas foram criadas.

De fato, o profeta nunca poderia ter dito que o Filho foi a primeira criação de Deus, e isso porque o Filho não foi criado e sim gerado, e essa era a diferença entre o Pai e Seu Filho conforme ele explicou:

 Agora, a razão que há uma diferença entre Deus e Jesus: Jesus teve um começo, Deus não teve começo; Melquisedeque não teve começo, e Jesus teve um começo. Mas Jesus foi feito semelhante a Ele(Hebreus Cpt 7, Parte 1 57-0915).

 Agora, quando o profeta fala que o Filho teve um começo, ele não está se referindo ao Seu nascimento virginal, mas ao que se encontra registrado no Livro de Hebreus 1:5:

 Porque, a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho?

 Esta passagem não está remontando aos dias do nascimento carnal do Filho na pequena Belém, mas de antes da criação quando o Pai gerou ao Seu Filho, tendo sido feito maior do que aos anjos que depois vieram a ser criados.

 Não faria sentido ao autor de Hebreus se referir ao nascimento virginal de Jesus e compará-lo aos anjos criados se não houve nenhuma criação de anjos naquele dia em Belém.

Porém em sua profecia, Miquéias chega lembrar à Belém que Aquele que um dia nasceria nela era de uma origem mais antiga:

 E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.

 A referência ao nascimento virginal de Jesus em Hebreus pode ser quando diz:

E outra vez, quando introduz no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem.

 Os teólogos geralmente usam estas duas referências de Hebreus ora para indicar a ressurreição de Jesus onde definidamente Deus O reconheceu como Filho, como o que ocorre em Atos 13:33, ora como o Rei Messiânico.

 Mas na verdade isso se refere à concessão da vida que Deus concedeu ao Seu Filho, como Jesus disse: “Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo”,

 E Deus O fez maior do que os anjos para que o Filho pudesse ser a expressão exata de Seu Ser.

 Jesus não foi feito Filho somente após ter nascido de uma mulher.

 Ele já O era antes da criação. Jesus foi a Luz maior que saiu de Deus como disse o profeta:

 E Deus O reconheceu do Céu e respondeu: “Este é Meu Filho amado”, não diante dos plutocratas, porém diante de um grupo selecionado que Ele havia chamado. Grande Luz! Ora, uma Luz maior estava brilhando de Sua Palavra. O que era a Palavra? Cristo.(ou seja, o Espírito Santo, que é Deus. Agora observe:)Ele era o quê? A Palavra vivificada. E a Palavra vivificada(este é Deus, o Espírito Santo, a Palavra)deu uma Luz maior(este é o Filho gerado antes da criação)do que Ele deu quando Ele disse: “Haja luz”, em Gênesis 1.(Queríamos Ver a Jesus – 24/12/1964).

 A Palavra (Deus) gerou o Seu Filho à Sua imagem e da Sua própria substância.

 Por isso o profeta não erra de forma alguma quando às vezes Ele chama o próprio Filho de Palavra, embora ele mesmo tenha dito que isso não fosse o ideal:

 Cristo é Revelado em Sua Própria Palavra – 22/08/1965, §§ 73-74)

Ora, você não deve interpretar mal a Palavra. Você diz: “Bem, eu creio que Ela significa isto”. Ela significa simplesmente o que diz. Ela não precisa de nenhum intérprete. E você não deve aplicar a Palavra de uma maneira má. Você não deve deslocar a Palavra. E se fazemos qualquer uma destas coisas, isto jogaria toda a Bíblia em uma confusão, em um caos. Observem. Interpretar mal a Jesus na forma de Deus em um homem

(Ou seja, o Filho não é Deus habitando num homem, mas sim o Filho onde Deus habitou, caso contrário nós teríamos pelo menos dois deuses: o Deus-Filho encarnado em um homem e o Deus-Pai que O enviou)

você faria Dele… Você faria Dele um deus tirado de três. Interpretar mal a Jesus Cristo sendo a Palavra(Deus é a Palavra), você faria Dele um deus tirado de três. Ou você faria Dele a segunda pessoa de uma divindade. E para fazer isto, você faria uma confusão com toda a Escritura. Você nunca chegaria a parte alguma. Então Ela não deve ser interpretada de uma maneira errônea. (Cristo é Revelado em Sua Própria Palavra – 22/08/1965, §§ 73-74)

 Porém quando no estudo você diz: “Se Ele (o Filho) não se manifestasse como um mortal Ele seria Pai Dele mesmo”, alguma coisa não está bem aí, porque independente se o Filho encarnasse ou não Ele já era Filho e sempre reconheceu Deus como sendo o Seu Pai.

 Jesus disse:

 E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.

 Antes que o mundo existisse Jesus disse aqui que Ele já estava com o Pai em Sua glória,

 E obviamente que o Filho reconhecia Deus como o Seu Senhor e Pai,

  E novamente demonstrará isso quando sujeitar toda a criação de volta às mãos do Pai para que Deus volte a ser tudo em todos.

 Quanto ao mistério da piedade que Paulo mencionou é óbvio que ele estava falando do Filho Jesus Cristo que veio ao mundo. Aquelas palavras não eram dele.

 Ele estava apenas repetindo as letras de um antigo hino litúrgico que era entoado nas regiões da comunidade de Éfeso daqueles dias

  E que segundo as melhores traduções o hino na verdade começava assim: “Aquele que foi manifestado em carne…”, ou simplesmente “Ele foi manifestado em carne…”.

 Mas de qualquer forma não é errado dizer que era Deus mesmo manifestado em carne desde que se esteja disposto a aceitar as palavras do profeta quando disse:

 Deus desceu e habitou em Seu Filho, Cristo Jesus, tornando-O Deus na terra (“Perguntas e Respostas” (15/05/1954), §182).

 Ou seja, o Filho Jesus Cristo era Deus porque o Espírito de seu Pai habitava plenamente Nele, no ofício de Filho, mas agora Deus habita na Igreja no Seu ofício como Espírito Santo:

 Um Deus operou em três ofícios: um Deus chamado de a Paternidade. O mesmo Deus viveu em um Homem chamado Jesus, chamado o Filho. Agora, Ele(Deus, não o Filho) está em Sua igreja chamado o Espírito Santo… O Deus que habitou em Jesus Cristo, através de Jesus… Todo mundo pensava que Ele falava duplo, mas algumas vezes isto era Ele falando (Este é o Filho, o Homem Jesus), às vezes isto era o Espírito(Este é o Deus que habitou no Filho) falando. Agora, lembre-se que Jesus era Deus. Nós não somos Deus. Ele tinha o Espírito sem medida. A Plenitude da divindade habitava corporalmente Nele, mas nós temos o Espírito por medida. (Conferência (25/11/1960), §§ 49, 75-76).

 Nem todos conseguem compreender exatamente como o profeta explicava de que maneira Deus manifesta os Seus atributos em Seus diferentes ofícios, mas aqui ele deixa isso muito bem claro.

Jesus só era Deus porque o Seu Pai en-morphe habitou plenamente no corpo de Seu Filho, e isso só foi possível porque o Filho foi gerado da própria substância do Pai.

 Deus não pôde fazer o mesmo no corpo de nenhum dos demais profetas, porque eles, como o antigo hino litúrgico dizia não eram “justificado no Espírito como foi o Filho, pois foram nascidos em pecado.

 O profeta explicou que o Pai, na forma de Espírito Santo, mudou sua forma de Espírito para carne ao habitar en-morphe na carne do Seu Filho:

 E este Menininho, Criança de doze anos de idade, absolutamente nenhuma sabedoria, ora, mas somente um menino de doze anos de idade. O Pai (Deus, Espírito Santo) não habitava Nele (o Filho) nessa época; porque Ele veio no dia quando Ele O batizou. “Ele viu o Espírito de Deus (o Pai) descendo, vê, e entrou Nele (no Filho).(Paradoxo (6/02/1964), § 282).

 Agora, da mesma maneira que o profeta expôs a transição do Pai habitando em carne humana na forma de Seu Filho,

 ele também fez questão de mencionar como foi essa transição ao sair de Seu Filho e voltar à forma de Espírito outra vez:

 “Quando Deus olhou para baixo no corpo… (O Espírito (Deus, o Pai) O deixou (Jesus, o Filho) no Jardim de Getsêmani; Ele teve que morrer um homem.) Lembre-se amigos, Ele não tinha que fazer aquilo. Esse era Deus. Deus ungiu aquela carne, o qual era carne humana, e Ele não tinha… Se Ele tivesse subido lá como Deus, Ele nunca teria morrido aquele tipo de morte; não se pode matar Deus.” (O Nascer do Sol, 18/04/1965).

 Veja que o profeta explica que Deus no Jardim do Getsêmani, deixa o corpo de Seu Filho para assumir en-morphe, a forma do Espírito Santo novamente, e o Filho foi para o Calvário sozinho.

 Portanto não posso concordar com você quando diz que “Quem morreu foi o próprio Deus”, quando o profeta disse que Deus não pode morrer,

  mas o Filho morreu no lugar de Deus, representando-Lhe na cruz, porque naquela ocasião, explica o profeta, Deus não estava mais en-morphe no Filho, mas na forma de Espírito Santo outra vez.

 Portanto, podemos ver com isso que nem todos os que tiveram contato direto com o Filho, Jesus Cristo Homem, na verdade “tocaram em Elohim”.

 A mulher que foi curada do fluxo de sangue tocou em Elohim, mas o que cuspiu na face de Jesus e O esbofeteou não;

 a pecadora que ungiu os pés do Filho Jesus regando-os com suas lágrimas e que depois os secou com seus cabelos, esta sim, tocou em Elohim, mas o soldado que untou os lábios de Jesus com fel e vinagre não.

 Veja, portanto, que no geral os ministros da Mensagem só usam o termo en-morphe quando lhes convém usar pois suas mentes unicistas os impedem de ver o que o profeta ensinou num quadro geral.

 O que aliás é muito normal para um país que só tem traduzido para a sua língua menos de 1/3 dos sermões do profeta,

 pois com um conhecimento fragmentado da Mensagem da Hora, eles nunca poderão obter todo o retrato.

 Portanto sinto ter que discordar deste irmão quando logo no início afirmou achar fácil dizer que Jesus é um outro Ser distinto de Deus.

 Se é tão fácil assim porque então que de todos os discípulos do profeta só os irmãos Lee Vayle e Júnior Jackson tiveram a coragem de dizê-lo? E os demais? Porque se calaram?

 Eu lhe direi por quê. É porque somente aqueles que estiveram realmente aos pés do profeta é que puderam de fato compreender o que ele disse,

  enquanto que os demais podem até terem entendido algo, mas tiveram receio de perder o seu prestígio e assim comprometeram a Mensagem pelos cuidados deste mundo.

 Agora, o que realmente não faz sentido para mim é esta perseguição cega da qual só o ir. Vayle tem sido alvo.

Com participação especial de Diógenes Dornelles

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