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POLÍTICA E FÉ

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DUAS FACES DE UMA ESTRATÉGIA DE CONQUISTA

Não sou especialista no assunto, meu raio de conhecimento sobre política eleitoral é bem limitado. Contudo, como observadora dos discursos políticos que arrebatam os meios miditiáticos, não pude deixar de perceber que temas polêmicos e atuais estão sendo levantados nos debates à presidência da Republica.

Os personagens que pleiteiam o cargo de Presidente da República, falam sobre uma nova política de gestão e isto influi a contemplação do englobamento de apoio a temas como: legalização do aborto, da maconha, casamento gay com direitos iguais, adoção por casal gay (extinção da família tradicional), feminismo e tantos outros derivados dos assuntos supracitados.

 Creio ser isto, a estratégia eficaz utilizada para conquistar  integrantes e simpatizantes dos grupos denominados de “minorias”,  pois estes, supostamente poucos, formam a grande massa, que pode servir de manobra e manipulação para eleger os candidatos, não que tais grupos sejam leigos ou incultos, mas pela necessidade e disposição na busca por alguém que os represente e os defenda por meios legais, e assim, possam usufruir de uma liberdade e privilégios, que outrora não poderiam ser apreciados.

Dessa forma, aqueles que concorrem ao prestigiado cargo, estudam as possibilidades na teoria, de “satisfazer” e “atender” todas as exigências e pretensões do conjunto de sujeitos sociais que possuem obrigatoriedade de votos, inclusive o público da comunidade de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis (LGBT).

Recordo-me que tempos atrás o país estava em êxtase de insatisfação pela presidência do então Pastor Marcos Feliciano, quando em sua condição de Deputado Federal, presidia a CDH. Não foram poucas as afirmações contra esse homem público, onde até mesmo, diversos grupos de cristãos católicos e pessoas evangélicas proclamavam em alto e bom tom, por todos os meios de comunicação, que este político não os representava.

Em tal momento, os quase 43 milhões de evangélicos no Brasil, que possuem uma das bases políticas mais fortes no país, poderiam ter se mobilizado e posicionado com formulação de emendas ou políticas de enfretamentos e resistências a toda e quaisquer ação contra a Fé e princípios anti-bíblicos que o grupo LGBT e tantos outros manifestavam,  no desrespeito não apenas a Feliciano, como também a todo cristão desta nação. Inclusive, quando muitos templos no horário de cultos foram invadidos por integrantes do movimento e propostas de emendas de lei foram elaboradas, até para colocar ministros na cadeia.

Ora, segundo um dos maiores lideres de igrejas denominacionais do país, Silas Malafaia, “os evangélicos decidem qualquer eleição.” Poderiam ter feito jus a essa força. No entanto, o que presenciamos foi, o comprometimento da maior parte de lideres evangélicos e políticos em não amparar quaisquer posição ou palavra vinda do Pastor e Deputado Feliciano.

A pressão veio de todas as partes, dos diversos círculos de pessoas e grupos “evangélicos” e isso ainda não mudou, nem mudará para qualquer um que pretenda se colocar em estado de oposição ou encenação as contradições da massa.

A situação é tão frágil e porque não dizer débil, que semana passada, um dos presidenciáveis que se apresenta como Evangélica da Assembleia de Deus, lançou a proposta de seu plano de governo, em que foram ressaltados pontos importantes de apoio ao casamento civil igualitário entre pessoas do mesmo sexo. Neste, há um capitulo inteiro favorecendo a comunidade LGBT.

Tais intenções,  foram bem aceitas até então por ativistas do movimento Gay, já que na sua elaboração, estes participaram, porém, devido alguns comentários de repúdio do Pastor Silas Malafaia:“ Aguardo até segunda uma posição de Marina. Se isto não acontecer, na terça será a mais dura fala que já dei até hoje sobre um presidenciável”.

 Não demorou muito, sob pressão, prontamente neste sábado, 30 de agosto, a candidata retificou sua proposta numa nota de esclarecimento, como que dando um jeitinho de ajustar o texto, mudando palavras e reformulando aspectos, sobretudo nas questões do LGBT, para que não soasse tanto como discriminação nem como  acolhimento e apoio a causa. Uma tática bem perspicaz para agradar gregos e troianos. Numa tentativa de servir a dois senhores de forma bem sutil.

Por outro lado um dos deputados conhecido como Jean Wyllis do PSOL, ativista do movimento gay, que antes elogiara o tal programa, agora fazia ferrenhas críticas ao texto modificado e a candidata: “Marina, você não merece a confiança do povo. Mentiu a todos nós e brincou com a esperança de milhões de pessoas.” Os debates esquentarão mais ainda a partir de então.

Nessa disputa, há também um candidato que possui o encargo de Pastor. Aparentemente tem defendido a todo custo posicionamentos cristãos. Não sei até quando, porque, segundo os mandos da atual Era, esse perfil  do então pastor, não se enquadra para governar na nova reforma política, que o Brasil está buscando.

Vejam só, em minha simples e rústica opinião sobre o assunto, Política é faca de dois gumes, é um conjunto de decisões tomadas, em que as partes públicas envolvidas não possam sair lesadas de forma alguma, é conciliação, tática de controle e domínio. Nesse jogo de interesse e poder, ninguém pretende perder. Se a pessoa pública é evangélica, a situação é mais estreita, as exigências se redobram, o caminho é mais árduo, porque o governante não almeja contrariar sua crença e  ao mesmo tempo o povo, pois a mídia está ai mesmo para ajudar a destruir a imagem de qualquer um, que não caminhe de encontro as suas imposições.

Tenho me perguntado: — O que leva uma pessoa evangélica, aparentemente bem sucedida em sua vida familiar, religiosa e financeira, a almejar um posto de chefe de governo, onde suas convicções de fé e devoção à palavra de Deus estarão de lado? Não poderá ser defendida no posto em que estiver,  por conta dos anseios de uma sociedade constantemente buscando ajustes, mudanças, reivindicando o que é seu de direito, direito que não se contempla em muitos casos na Bíblia.  

Hoje, me ponho inquieta a pensar e confirmo na percepção das falas de muitos atuais evangélicos e representantes políticos que, de fato e verdade, o Brasil nem de longe deseja um cristão em seu posto maior de governabilidade, e se, este tomasse posse de tal posto, jamais poderia levantar sua Bíblia e defender seus princípios, pois um novo impeachment seria inevitável.

Fica aqui minha inquietação.  Que isto nos ajude numa crítica reflexão sobre o assunto.

Deus nos ajude em tudo.

Irmã Luciane Prado. 

Prado

Luciane Prado. Cristã, Pedagoga e Especialista em Educação para as Relações Etnicorraciais

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1 comentário  - Clique aqui para comentar!

  • Parabéns pela visão cristã acerca desse notável assunto

    Comentário feito por Pedro Procópio da Silva — 31 de janeiro de 2015 @ 2:20

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